Se você trabalha com o digital, com certeza já percebeu que a mídia paga está ficando mais cara ano após ano. Na prática, isso quer dizer que as métricas de alcance, impressão, curtida, etc, estão custando mais do que valiam há alguns anos. 

E, bem, a gente nem precisa te dizer que a tendência é que, em 2026, esse cenário se intensifique, não é? 

Então, entender o que está elevando esses custos e como isso impacta marcas de todos os tamanhos é importantíssimo para se manter competitivo (inclusive no meio orgânico, tá?) e não depender apenas do impulsionamento.

Logo, para que isso aconteça, a estratégia de comunicação adotada precisa levar em conta o fortalecimento do branding e uma presença integrada em vários canais. E reunimos aqui, neste artigo, o contexto de todo esse cenário e algumas dicas de como se preparar para 2026. 

Boa leitura!

Por que a mídia paga estará mais cara em 2026?

A verdade é que não dá para responder essa pergunta de forma objetiva porque não existe um único “vilão” nessa história. 

Ou seja, o que encarece a mídia paga é um conjunto de fatores que, quando somados, deixam o terreno digital mais competitivo e saturado.

  • CPMs em alta por competição crescente

O CPM (custo por mil) é o valor pago pelo anunciante a cada mil vezes que o anúncio é exibido. Então, se as marcas estão disputando os mesmos espaços nos mesmos horários… a competição sobe junto com o CPM.

  • Plataformas priorizando retenção

Não é segredo que o algoritmo prioriza conteúdos que conseguem manter o usuário dentro do app. Com isso, as plataformas reduziram a entrega de anúncios que preservam a experiência (e não a retenção) e os tornaram mais caros. 

  • Regras de privacidade reduzindo rastreamento

Com o avanço das políticas de privacidade, os dados dos usuários ficam mais limitados, o que torna a segmentação mais difícil. Ou seja, campanhas que antes eram eficientes passam a cobrar mais para atingir o mesmo resultado.

  • Saturação de anúncios e “fadiga da audiência”

A gente sempre bate na tecla de que o público está saturado de conteúdo. E o resultado disso é uma maior seletividade, o que faz com que anúncios genéricos funcionem cada vez menos e que mais verba seja necessária para romper a barreira da indiferença.

mídia paga

  • Aumento da dependência das marcas

Como muitas empresas competem pelo mesmo espaço, os “lances” ficam ainda mais caros. Na prática, quanto mais marcas dependem exclusivamente de mídia paga, mais o preço sobe para todas.

  • Contexto brasileiro: Eleições 2026

E, para completar, a disputa por espaços se intensifica em ano eleitoral. Isso porque partidos e instituições aumentam os investimentos, inflando os preços de mídia no geral e diminuindo a disponibilidade de espaço.

Os riscos da dependência excessiva de mídia paga

Enquanto tudo isso influencia o preço da mídia paga, fica claro que confiar apenas nela não é lá uma estratégia muito boa. Aliás, muito pelo contrário: acaba virando um risco, afinal, à medida que os custos sobem, o retorno não acompanha o mesmo ritmo. 

Além disso, quando a presença digital de uma marca depende só de anúncios, ela fica vulnerável a qualquer oscilação do algoritmo. Isso quer dizer que basta uma mudança de regra ou uma nova política de plataforma para que campanhas percam desempenho rapidamente.

Podemos, então, resumir esses possíveis riscos em cinco grandes fragilidades:

mídia paga

Mas calma, se você está se perguntando o que fazer com esse tanto de informação, a gente te ajuda! 

Além de adotar a estratégia pay + build — aquela que usa a mídia paga como uma aliada de aceleração, e não como o único apoio do planejamento — existem outras maneiras de contornar essa situação.

O que as marcas podem fazer agora?

Já que a mídia paga está mais cara, o principal passo agora é fortalecer tudo aquilo que reduz custos no longo prazo e aumenta eficiência (mesmo quando o orçamento está apertado).

Traduzindo isso em estratégias, temos as seguintes soluções:

  • Reforçar o branding: se a sua marca já é facilmente reconhecida, ela não precisará pagar mais para competir por atenção, afinal, o público já conhece a identidade dela.
  • Construir base própria: aqui entram newsletters, grupos segmentados, comunidades e até zero-party data. Assim, a marca passa a ter canais próprios de relacionamento que não dependem de algoritmo.

  • Investir em conteúdo relevante e curadoria inteligente: quem não curte encontrar uma página cheia de conteúdos que educam, contextualizam e resolvem dúvidas? Esse formato aumenta a autoridade da marca e atrai público qualificado — e o melhor: de graça.
  • Criar experiências integradas entre canais: quanto mais fluida a jornada do lead, com todos os canais da marca se complementando, menor o custo com mídia paga.
  • Usar mídia paga com mais estratégia e menos volume: a ideia aqui não é abandonar anúncios, mas usá-los de forma cirúrgica em momentos estratégicos, como em lançamentos e campanhas institucionais.

Como planejar 2026 com inteligência, não só com orçamento

Com tudo isso em mente, fica claro que um planejamento de comunicação bem feito para 2026 precisa levar em conta muito mais do que uma planilha de distribuição de verba para mídia paga, não é? 

Ele precisa, antes de tudo, de intenção. E é justamente por isso que priorizar a construção de valor (a curto, médio e longo prazo) ao lado da performance é o caminho mais seguro até a relevância.

Até porque essa combinação faz com que a marca fuja da dependência de um único canal, evite grandes oscilações de desempenho e equilibre o que traz resultado hoje com o que sustenta esses mesmos resultados amanhã

mídia paga

O jeito Letra A de trabalhar o social branding

Por aqui, a gente acredita que gerir marcas com consistência visual, verbal e de conteúdo é a chave para bons resultados.

E é claro que essa gestão não acontece da noite para o dia: envolve a construção de um branding forte que performe bem no orgânico, uma boa curadoria para gerar valor à marca pela produção de conteúdo e uma presença digital completa com uma narrativa integrada aos outros canais da marca.

Em resumo, 2026 não vai exigir que as empresas anunciem mais, mas que gerenciem melhor seus recursos — sejam eles pagos ou orgânicos.

Então, se um dos objetivos da sua marca para o próximo é estabelecer um branding forte e construir conteúdo inteligente para reduzir a dependência da mídia paga, o time de Social Branding da Letra A está pronto para caminhar ao seu lado. 

Vamos bater um papo?

 

Compartilhe

Sobre o autor: Aline Barbosa

Aline Barbosa é publicitária formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e trabalha há 5 anos na construção e gestão de marcas no meio digital. Atuou como liderança no Movimento Empresa Júnior e, aqui na Letra A, é Head de Social Branding. No blog, escreve sobre branding, redes sociais e presença digital.

Fale conosco