Já reparou como hoje tudo parece estar GRITANDO por atenção? É banner piscando no site, post no Instagram com cinco fontes diferentes, anúncios repletos de efeitos 3D e cores neon disputando espaço… Bem-vindos à era do excesso visual, ou, overdesign!

Se o overdesign fosse uma experiência, seria como entrar em uma festa onde todo mundo fala ao mesmo tempo e ninguém consegue realmente ser ouvido. 

No digital e até no offline, a lógica tem sido quanto mais elementos, mais impacto. Mas na prática, esse acúmulo muitas vezes gera confusão. Até porque o público não sabe para onde olhar e a mensagem central se perde em meio ao mar de informações.

Esse excesso visual afeta diretamente a forma como o público percebe (ou deixa de perceber) a sua marca e é aí que está o grande segredo: não basta apenas existir, é preciso ser relevante.

Ou seja, mais do que estética, estamos falando de clareza, intenção e impacto — três pilares que podem definir o sucesso ou o fracasso de uma comunicação.

Neste artigo, você vai entender o que é overdesign e por que ele se tornou um obstáculo cada vez mais frequente. Além disso, vai saber como o minimalismo estratégico pode ser um caminho poderoso para se destacar em meio ao excesso de estímulos visuais, sem deixar de lado a autenticidade da sua marca.

Boa leitura!

Overdesign e a era do excesso visual

Que hoje a comunicação visual é a porta de entrada para qualquer marca, isso você certamente já sabe.

Uma pesquisa da IAB Brasil, por exemplo, aponta que, em média, uma pessoa é impactada por mais de 10 mil mensagens publicitárias por dia. 

— Mas o que isso quer dizer, Letra A?

Isso significa que se antes as marcas competiam pela atenção do consumidor em horários específicos da TV ou em anúncios impressos, hoje a disputa acontece 24 horas por dia. E mais: cada rolagem do feed se torna uma maratona de estímulos com cores vibrantes, legendas enormes, gifs animados e diversidade de tipografias.

Podemos dizer, então, que esse cenário é resultado de duas grandes forças:

  • Democratização do design: com ferramentas acessíveis, qualquer pessoa pode criar. Mas sem o domínio da direção de arte, é comum cair na armadilha de “quanto mais, melhor”. Cuidado!
  • Tendências aceleradas: filtros, colagens, efeitos tridimensionais, glitch, holográficos… cada moda surge, viraliza e se esgota em questão de semanas. Por isso, o ideal é apostar em tendências e estilos atemporais.

Mas não para por aí: um o problema real é que, ao tentar absorver tudo ao mesmo tempo, muitas marcas acabam perdendo a própria voz. Isto é, a comunicação deixa de ser sobre a essência da marca e passa a ser sobre seguir a onda. 

O resultado disso? Cansaço do público e uma sensação de “já vi isso em outro lugar”. Nada legal, não é?

O que é o overdesign e por que ele é um problema

“Overdesign” é, literalmente, “design demais”. Em outras palavras, é quando um projeto visual passa do ponto e o excesso de camadas, efeitos, cores e informações acabam transformando o design em um quebra-cabeça difícil de montar.

Vamos imaginar uma vitrine de loja: se cada peça tentar brilhar mais que a outra, o cliente não vai enxergar nada direito. O mesmo acontece com marcas que se empolgam demais. Resumindo, o excesso de tipografias conflitantes, imagens sem hierarquia ou cores vibrantes usadas sem critério viram um ruído visual.

💡 E vale lembrar: o impacto não nasce da quantidade de elementos, mas da clareza da ideia. O exagero estético, quando não tem propósito, distrai ao invés de conectar.

Scroll infinito: como se destacar na multidão digital

O poder do minimalismo estratégico

É aqui que entra o famoso “menos é mais”

Mas calma: menos não significa vazio, frio ou sem graça. Até porque minimalismo, na direção de arte, é sobre fazer escolhas conscientes. Basicamente, o design minimalista tem como objetivo eliminar elementos dispensáveis de um projeto, direcionando o foco do usuário para os aspectos essenciais.

Quer um ótimo exemplo? A Apple é uma das pioneiras quando falamos em design minimalista. Para além de interfaces digitais e sistemas operacionais, a empresa também foca nesse estilo em seus produtos físicos e na própria logo. Aqui, os poucos elementos passam confiabilidade, credibilidade, elegância, modernidade e inovação, ao mesmo tempo em que transmitem apenas o essencial. 

Ou seja, o minimalismo estratégico funciona porque simplifica a leitura e dá destaque para o que realmente importa. 

Quando o excesso visual faz sentido

Nem só de silêncio visual vive a comunicação. Existem sim momentos em que o maximalismo do overdesign é a linguagem certa.

Aqui, o mais é mais, mas não de forma aleatória ou caótica. Muito pelo contrário! O maximalismo é a arte de organizar o “muito” com propósito e personalidade. 

No jeito maxi de criar, as cores vibrantes, estampas e tipografias marcantes são as principais características. Por isso, ele pode ser a melhor escolha para marcas que desejam se destacar por sua originalidade e energia. 

Aliás, se tem um exemplo que prova que o maximalismo funciona (e muito bem), é o perfil da Letra A no Instagram. Nossa identidade se constrói a partir de uma paleta intensa — azul, rosa, verde e laranja em tons vivos — aplicada de forma ousada, com sobreposições, contrastes fortes e zero medo de ocupar espaço. 

O estilo maxi aparece também nas tipografias de impacto, nos elementos em movimento e nas composições que exploram o excesso de forma intencional. Não é um “muito” caótico, e sim um “muito” estratégico! Cada escolha reforça nossa energia criativa e traduz a proposta de não passar despercebidas.

Por isso, se sua marca quer transmitir criatividade, energia e muuuita personalidade, o maximalismo é a escolha ideal! Mas lembre-se: o segredo está no alinhamento entre estilo, persona e objetivo da comunicação.

Encontrando o equilíbrio

Seja no minimalismo ou no maximalismo, o que realmente importa é a intenção. Direção de arte é decisão estratégica, não tendência passageira.

Pensando nisso, um design equilibrado e alinhado ao propósito da marca responde a três perguntas:

  1. Quem é o meu público? Uma marca tradicional pode adotar minimalismo para transmitir confiança. Por outro lado, uma marca jovem pode se destacar no excesso.
  2. Qual é a mensagem central? Se o produto precisa de clareza (ex.: medicamento, aplicativo de banco), menos é mais. Mas se precisa de ousadia (ex.: festival musical), mais pode ser melhor.
  3. O que quero que seja lembrado? Uma campanha pode usar impacto visual momentâneo, mas o que deve ficar na mente do público é a essência da marca.

Branding além do logo - como construir a identidade da marca / overdesign

O jeito Letra A de criar impacto visual

Na Letra A, acreditamos que design não é enfeite. Mas sim direção de arte, estratégia e construção de marca. E é por isso que o nosso processo combina:

  1. Pesquisa e conceito: entendemos profundamente a essência da marca antes de qualquer decisão estética.
  2. Tipografia consciente: escolhemos fontes que comunicam personalidade sem comprometer a leitura.
  3. Cores estratégicas: criamos paletas que reforçam valores e despertam as sensações certas.
  4. Imagens com narrativa: optamos por fotos e ilustrações alinhadas ao storytelling da marca.
  5. Espaço negativo: porque sabemos que o silêncio visual também comunica (e muito!).

Seja uma campanha minimalista para transmitir autoridade, ou uma identidade mais maximalista para expressar ousadia, aqui cada projeto é único. E o seu pode ser o próximo!

Então fica a pergunta:

Seu design tem voz ou só faz barulho?

Em meio ao scroll infinito, a melhor forma de se destacar não é gritar mais alto. É comunicar com clareza, autenticidade e propósito. Design não é sobre o que colocamos, mas sobre o que escolhemos deixar — e como tudo isso fortalece sua marca.

Por isso, se você quer repensar o visual da sua empresa e torná-la memorável de verdade, a Letra A pode ser a parceira ideal nessa mudança! Entre em contato conosco clicando aqui!

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Sobre o autor: Maria Eduarda Braz

Maria Eduarda Braz é jornalista em formação pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e trabalha há mais de 3 anos na gestão e design de marcas. Na Letra A, atua como analista de Social Branding.

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