Quando o assunto é produção de conteúdo para as redes sociais, existe um relato que se repete com frequência: “Dedico tanto tempo e recursos produzindo conteúdo para a minha marca, mas não consigo bons resultados”.

Essa é uma realidade compartilhada por muitas empresas e negócios. Eles investem muito, mas os resultados não acompanham o mesmo passo. O alcance é baixo, o engajamento é pequeno (quando não é inexistente) e as métricas ficam muito abaixo do esperado.

Enquanto isso, influenciadores e criadores de conteúdo que aparecem diante das câmeras frequentemente conquistam resultados muito superiores.

E aqui chegamos ao principal ponto desta conversa: será que as pessoas deixaram de seguir empresas? Ou será que elas apenas esperam uma forma diferente de comunicação?

São essas perguntas e inquietações que vão nortear o nosso papo hoje. Boa leitura!

Pessoas seguem pessoas, não apenas perfis das redes sociais

Durante muito tempo, as redes sociais funcionaram como vitrines digitais: empresas publicavam seus produtos e esperavam que isso fosse suficiente para atrair consumidores. 

Mas hoje, a lógica mudou. Em um ambiente onde milhares de conteúdos disputam atenção a cada segundo, estar presente não é mais o suficiente. A disputa agora, antes de vender, é para capturar a atenção no primeiro segundo de um conteúdo. 

Aliás, um ponto muito importante: as pessoas não escolhem mais acompanhar um perfil apenas pelo que ele vende, mas pelo valor que ele entrega no dia a dia. Informações úteis, entretenimento, boas histórias e conversas relevantes passaram a ocupar um espaço muito maior do que mensagens promocionais.

É exatamente nesse contexto que as relações humanas crescem. O público tende a se aproximar de perfis que demonstram autenticidade, compartilham experiências, perspectivas pessoais e estabelecem um diálogo constante

microcomunidades / redes sociais

Ou seja, uma marca que está presa à um conteúdo engessado, frio ou excessivamente institucional simplesmente não tem vez nesse mercado. O que constitui uma boa métrica no final do mês é uma marca que gera identificação com o público

— Concordo, Letra A. Mas essa coisa de trends definitamente não é comigo!

— Tudo bem! Isso não significa que as empresas perderam espaço nas redes sociais. Significa apenas que, na disputa atual pela atenção, quem constrói relações mais humanas tem um diferencial muito forte.

O público ainda está interessado em marcas, mas espera encontrar algo além de um feed como vitrine: espera encontrar histórias, pessoas, valores e conversas que façam sentido para aquela realidade.

Em outras palavras, as pessoas não deixaram de seguir empresas. Elas apenas passaram a seguir empresas que conseguem se comunicar de forma mais humana.

Então como age uma marca humanizada? 

Na tentativa de aproximar a marca do público, é natural que exista alguma insegurança. Afinal, até que ponto é possível adotar uma comunicação mais humana sem perder a identidade, a credibilidade e a essência da empresa?

Mas, veja bem: a sua empresa não precisa seguir os passos de um influenciador, participar de todas as trends ou utilizar todos os memes para criar uma relação com o público.

Humanizar a comunicação não significa transformar a marca em outra coisa, mas encontrar maneiras de mostrar quem está por trás dela, dar voz às pessoas e construir conversas que façam sentido para quem está do outro lado da tela.

Humanizar uma marca nas redes sociais não significa transformar a marca em outra coisa, mas encontrar maneiras de mostrar quem está por trás dela.

Embora algumas dessas estratégias possam funcionar em alguns contextos pontuais, elas não são o que torna uma comunicação verdadeiramente humana.

Humanizar envolve a forma como a empresa se apresenta e se expressa, levando em consideração seus valores e, claro, sem deixar de lado os seus princípios.

Uma marca consegue se aproximar do público quando utiliza uma linguagem mais conversacional, uma postura transparente e posicionamentos coerentes com seus valores. Todos esses fatores contribuem para construir confiança ao longo do tempo. 

No fim, a humanização não pede que a empresa deixe de parecer uma empresa, apenas que o seu feed transpareça um cuidado e olhar humano. 

Assim, ela aproxima o negócio de seus públicos e fortalece vínculos que vão muito além de uma simples venda. 

Quer um exemplo?

O uso de uma linguagem artificialmente jovem, o uso excessivo de memes ou de referências que não dialogam com o universo da empresa podem transmitir a impressão de que a marca está mais preocupada em chamar atenção do que em construir uma relação consistente com a sua comunidade. E, cá entre nós, não pega bem. 🥲

Uma marca humanizada respeita seu tom de voz e identidade 

Agora que já entendemos como a tentativa forçada de humanizar uma marca acaba prejudicando ela, surge um novo ponto: humanizar de acordo com o tom de voz da marca. 

Isso significa que toda estratégia de comunicação deve partir do tom de voz da marca. Isto é, mais do que definir um estilo de escrita, estamos falando de um documento estratégico que traduz a personalidade da empresa

Nele estão reunidos seus valores, princípios, posicionamentos, a linguagem adotada nos diferentes canais de comunicação, além de diretrizes sobre quais abordagens fortalecem a marca e quais devem ser evitadas.

Como definir o tom de voz ideal para a sua empresa

É essa matriz que orienta a presença da empresa nas redes sociais, garantindo que cada publicação e interação esteja alinhada à sua essência. Por isso, antes de decidir participar de uma tendência, criar um vídeo viral ou utilizar um meme, é preciso avaliar se aquele conteúdo faz sentido para a identidade construída pela marca.

Quando o tom de voz é respeitado, a comunicação se torna consistente, reconhecível e autêntica, características essenciais para construir relações de confiança e fortalecer a marca de forma humana no ambiente digital.

💡 E vale lembrar: sua marca não precisa participar de todas as conversas e nem reproduzir todos os formatos que viralizam. Ela só precisa ser relevante para as pessoas que realmente importam para o seu negócio.

Até porque, quando existe coerência entre o que a empresa comunica, o que ela faz e a forma como se relaciona com seu público, a conexão acontece de forma natural.

gerações / redes sociais

Como humanizar de forma consistente dentro e fora das redes sociais

Se você chegou até aqui, já compreendeu que uma comunicação mais humana não depende de fórmulas prontas ou tendências passageiras. Ela é construída a partir de escolhas que aproximam a marca de seu público sem comprometer sua identidade.

Vimos que humanizar uma marca nas redes sociais não significa improvisar. Exige, na verdade, tomar decisões estratégicas sobre como ela deseja ser percebida.

Precisa ter posicionamento claro, personalidade consistente, tom de voz adequado aos diferentes públicos e toda a comunicação alinhada aos objetivos do negócio.

Estamos falando, portanto, de Social Branding.

O branding que entende as redes sociais como um espaço para construir percepção de marca, fortalecer vínculos e gerar valor ao longo do tempo. Assim, cada publicação e interação passa a fazer parte de uma estratégia que busca transformar a presença digital em um ponto estável para a empresa.

E aqui retomamos o ponto principal dessa conversa: a intenção não é fazer uma empresa parecer uma pessoa, mas permitir que o cuidado humano transpareça de forma estratégica, fortalecendo sua identidade e tornando sua comunicação mais próxima e relevante.

Na Letra A, acreditamos que esse processo começa antes da publicação do primeiro post. Ele nasce da integração entre branding, estratégia e produção de conteúdo, construindo marcas capazes de se conectar verdadeiramente com os seus públicos. 

Por isso, se a sua empresa deseja fortalecer sua presença digital de forma consistente, esse pode ser o momento de começar essa conversa. Clique aqui e fale com o nosso departamenteo de Social Branding.

Compartilhe

Sobre o autor: Fernanda Bacalhau

Fernanda Bacalhau é estudante de Jornalismo na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e estagiária de Social Branding na Letra A, atuando com planejamento, gestão e criação de conteúdo. Gosta de escrever, explorar ideias criativas e acompanhar tendências atuais, especialmente as que envolvem cultura e comportamento.

Fale conosco