Você sabe o que Aristóteles, Joseph Campbell e a sua marca têm em comum? Spoiler: não é o storydoing (ainda).

A resposta é que todos entenderam, em épocas diferentes, o poder que uma boa história exerce sobre as pessoas. Aristóteles, lá atrás, já discutia na Poética como a narrativa podia provocar emoção.

Séculos depois, Joseph Campbell sintetizou a “Jornada do Herói” em O Herói de Mil Faces. Ele mostrou como seguimos padrões universais de enredo.

Mas e a sua marca? Bem, ela também tem histórias para contar. Produtos, bastidores, valores, conquistas… tudo pode ser traduzido em narrativas. Foi com essa lógica que, nos anos 1990, o storytelling ganhou força.

Joe Lambert, Dana Atchley e Nina Mullen fundaram o Storycenter, nos EUA. O objetivo era estudar metodologias capazes de transformar experiências em mensagens envolventes.

Em 1994, o conceito de “digital storytelling” começou a ser apresentado a empresas e instituições. Dessa forma, inaugurou-se o que, hoje, conhecemos como marketing narrativo.

De lá para cá, histórias emocionaram, inspiraram e ajudaram marcas a se aproximarem das pessoas. Só que, como todo enredo, a comunicação também evoluiu. E se no primeiro ato aprendemos a contar, no segundo descobrimos que é preciso fazer. 

💡 Neste artigo, você vai entender o que é storydoing e como equilibrar narrativa e ação. Assim, esperamos te ajudar a gerar conexões reais e proteger a reputação da sua marca.

Vem com a gente!

Gatilhos emocionais: como transformar conteúdo em conexão

O que é storydoing e por que ele importa

A lógica é simples: enquanto o storytelling cria narrativas que emocionam ou instingam, o storydoing é a etapa em que a marca comprova, na prática, aquilo que diz. É transformar valores em atitudes e discursos em experiências reais.

— Mas como assim, Letra A?

Pensa assim: se o storytelling é o roteiro, o storydoing é a cena filmada. Sem ação, a história não existe de verdade, concorda?

Além disso, os consumidores atuais estão muito atentos. Eles não querem apenas ouvir o que a sua marca defende, mas também querem ver como ela age. Isto é, como se posiciona diante de causas e transforma seu discurso em impacto real.

É o que a Harvard Business Review destaca em seu artigo “Boas empresas contam histórias. Grandes empresas realizam histórias”. O estudo mostrou que marcas que praticam storydoing crescem mais. Elas conquistam defensores espontâneos e criam histórias que as pessoas vivem, não apenas escutam.

A palavra é coerência. E essa coerência é o que fortalece a reputação. Afinal, um propósito só gera confiança quando ele é vivido de forma autêntica.

Resumindo, hoje não há espaço para narrativas vazias. Quem finge, cai no greenwashing; quem faz, conquista engajamento.

storydoing

Aliás, essa estratégia perigosa pode até induzir o consumidor ao erro e caracterizar publicidade enganosa, proibida pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC).

O equilíbrio ideal

Até aqui, já vimos que storytelling sem storydoing não se sustenta diante do público.

Mas, calma! O storytelling não é o vilão da história, muito pelo contrário. Até porque de que adianta fazer, se ninguém sabe ou percebe? Boas narrativas dão voz, emoção e escala às ações reais.

O segredo está no equilíbrio: o discurso precisa nascer alinhado à identidade da marca e ser sustentado por práticas concretas. Por outro lado, ações autênticas precisam ser comunicadas para ganhar alcance e inspirar outras pessoas. Ou seja, é um ciclo virtuoso entre falar e fazer.

#CaseLetraA de storydoing

Sabe um ótimo exemplo de combinação entre storytelling e storydoing? A #ClienteLetraA Vivi Costa Cake, criadora do Papo de Confeiteiras.

O storytelling da marca nasceu de sua própria trajetória de superação: de um momento de crise pessoal e profissional, até a construção de um negócio sólido e inspirador. Aqui já temos uma “jornada da heroína”, certo?

como divulgar projetos culturais / storydoing

Mas Vivi Costa foi além e criou  o projeto “Transformando açúcar em Oportunidade”, que chegou à quinta edição em 2025. 

Sensível às dificuldades enfrentadas por mulheres cis e trans em situação de vulnerabilidade social, ela oferece capacitação em confeitaria como ferramenta de geração de renda e autonomia. Assim, já impactou diretamente a vida de mais de 500 mulheres de Natal e região metropolitana.

É desse encontro entre contar e fazer que nasce a reputação autêntica da marca; aquela que não apenas conta histórias, mas as vive.

vivi costa / storydoing

O jeito Letra A de transformar storytelling em storydoing

Histórias boas todo mundo tem. Mas só algumas conseguem atravessar o discurso e, assim,  virar prática. É aí que entra a Letra A.

Nosso trabalho é conectar a estratégia ao enredo e garantir que a narrativa não pare no papel. Ela ganha vida nos projetos, nos conteúdos, nos gestos que mostram que sua marca fala e faz.

Ou seja, aqui a coerência não é detalhe: é princípio fundamental. Porque não adianta construir uma narrativa comovente ou instigante se ela não encontra eco nas ações do dia a dia.

Marcas consistentes são aquelas que alinham cada palavra ao que entregam na prática; e é essa ponte que a gente ajuda a construir.

No fim das contas, o que fica não é o slogan, e sim o resultado

✨ Então que tal repensar a narrativa da sua marca? Converse conosco e descubra como transformar a história da sua marca em conexões que vão além do discurso.

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Sobre o autor: Melissa Albuquerque

Melissa Albuquerque é estudante de Jornalismo na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e estagiária de Relações Públicas na Letra A. Com experiência em assessoria de comunicação e imprensa, já atuou no setor público e privado. Apaixonada por cultura digital, escreve sobre redes sociais e suas tendências no blog da Letra A.

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