Se você acompanhou o movimento do marketing nos últimos anos, já percebeu que as comunidades digitais vieram para ficar

Isso porque o jeito do público se relacionar com as marcas mudou. Hoje, ele não quer só curtir um post de data sazonal ou receber uma newsletter com informações genéricas: ele busca pertencimento.

Em outras palavras, ele quer sentir que faz parte de algo maior, que tem voz ativa e que pode se conectar de verdade com outras pessoas.

Neste texto, você vai entender a fundo o que são as comunidades digitais e quais são os benefícios de adotar essa estratégia na cultura da marca – além de, claro, alguns exemplos de comunidades que funcionam na prática.

Bora lá!

A força das comunidades digitais no marketing atual

A gente sabe bem: os feeds e timelines andam cada vez mais saturados de anúncios e conteúdos que competem pela atenção. 

Scroll infinito: como se destacar na multidão digital / comunidades digitais

E é justamente nesse cenário que as comunidades digitais aparecem como um diferencial estratégico no marketing, uma vez que, em vez de falarem para o público, elas criam espaço para falar com o público.

Assim, a lógica muda completamente e o engajamento passa a ser medido não somente pelas métricas tradicionais de curtidas ou comentários, mas por algo muito mais valioso: as relações de confiança entre marca e audiência.

Então, de forma prática, é isso que acontece dentro de uma comunidade digital:

  • Pessoas com interesses em comum trocam experiências reais;
  • A marca se fortalece como referência em um território específico;
  • A lealdade vai além do consumo, criando advogados da marca.

dark social / comunidades digitais

 

Em outras palavras, as comunidades transformam clientes em participantes ativos da história da empresa. E é nesse ponto que começamos a entender o impacto delas na cultura da marca e na forma como o negócio se posiciona no mundo. 

Comunidade como extensão da cultura da marca

E falando em cultura da marca, chegou a hora de entendermos melhor como as comunidades atuam nessa frente.

Para começarmos, é importante dizer que uma comunidade não nasce de posts soltos ou de uma ação pontual de campanha. Na verdade, ela se sustenta naquilo que a empresa acredita e comunica de forma consistente como parte de sua identidade.

Ou seja, a cultura da marca deixa de ser algo interno, vivido somente entre os colaboradores, e passa a ser compartilhada e reforçada todos os dias por quem participa desse espaço — incluindo os consumidores.

Então, é importante ter em mente que, quando um potencial cliente entra em contato com a sua marca, ele não está apenas consumindo conteúdo por consumir: ele está vivenciando o tom de voz, os valores e o propósito do seu negócio. 

Branding além do logo - como construir a identidade da marca

 

E isso pode ser feito de várias formas, como adotar rituais que fortaleçam a sensação de pertencimento — de lives semanais até grupos de apoio —, por exemplo.

Para facilitar ainda mais, pense que cada interação é um reflexo direto daquilo que a sua marca representa. Portanto, mais do que postar aleatoriamente, uma comunidade digital exige coerência e um planejamento que “amarre” toda a identidade.

Benefícios de construir pertencimento

Já deu para entender que as comunidades são mais do que importantes para a cultura da marca, né? E a melhor parte é que elas vão além disso e te entregam benefícios práticos que impactam diretamente os resultados do negócio.

Afinal, quando a relação com o público deixa de ser superficial e passa a ser relacional, o valor da empresa cresce em diferentes frentes.

Entre os principais benefícios estratégicos, podemos destacar:

  • Fortalecimento da reputação: empresas com comunidades ativas se tornam referência no seu nicho e criam advogados da marca;

Com todas as letras: os advogados da marca são aqueles clientes que, além de consumirem seus produtos, defendem e indicam sua empresa para potenciais consumidores.

  • Aumento da fidelização: clientes que se sentem parte de algo maior dificilmente trocam a marca por outra;
  • Fonte de insights: as interações com os clientes viram uma espécie de “pesquisa em tempo real” sobre dores, necessidades e expectativas — ou seja, feedbacks em geral;

Assim, além de engajar, as comunidades digitais cumprem um papel estratégico a longo prazo, construindo posicionamento, reputação e relações que atravessam métricas.

Quando a comunidade não funciona

Mas vale lembrar que nem tudo são flores, hein? 

Se, por um lado, as comunidades digitais podem fortalecer vínculos, por outro, quando são criadas apenas para “cumprir tabela” no marketing, o risco é alto. 

Afinal, não adianta montar um grupo no WhatsApp ou abrir um canal no Discord se não existe conexão com a cultura da marca e nem intenção de mantê-lo ativo.

Nesse caso, o que poderia ser um espaço de troca vira um ambiente vazio, sem relevância para o público e que pode resultar em baixa adesão e, em alguns casos, até em percepção negativa — como se a marca estivesse apenas “forçando” um relacionamento que não existe.

💡 Assim, fica claro que comunidades que nascem assim dificilmente resistem ao tempo. 

Exemplos práticos e cases de comunidades digitais

Por outro lado, quando a comunidade nasce de forma coerente, com tudo o que já mencionamos ali em cima, os resultados falam por si. Vamos conferir alguns cases?

Duolingo

Um ótimo exemplo de uma comunidade digital super coerente é o Duolingo. 

A plataforma transformou o aprendizado de línguas em uma experiência coletiva, com narrativas que despertam a curiosidade do público, competições e memes que alimentam a identidade divertida da marca.

Netflix

O mesmo acontece com a Netflix, que criou uma comunidade em torno da cultura pop e foi além da divulgação de séries e filmes. 

A marca transforma os anúncios e as interações com o público em diálogos consistentes, piadas internas e campanhas que fazem os assinantes se sentirem parte de um clube exclusivo de entretenimento.

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McDonalds

E tem ainda o McDonald’s, nosso #ClienteLetraA, que também entende bem desse jogo. 

A rede cria espaços de pertencimento que vão além do consumo do lanche em si, como comunidades de fãs que acompanham lançamentos, ações em datas especiais e campanhas que viram pauta dentro e fora do digital.

 

O jeito Letra A de construir comunidades

E é por tudo isso que, aqui na Letra A, a gente olha para comunidades digitais como algo muito maior do que uma estratégia de engajamento. 

Para nós, elas são uma extensão da cultura da marca e precisam ser cultivadas com autenticidade e, claro, muita criatividade. 

Assim, nosso processo começa naquilo que sustenta a marca: valores, propósito e a forma como ela quer ser percebida. A partir daí, desenhamos a melhor forma de traduzir toda essa identidade em espaços digitais que façam sentido para o público-alvo.

Então, no fim das contas, vale a reflexão: como a sua marca tem construído vínculos com a audiência? Que tal repensar essa relação e incluir o pertencimento na sua estratégia? 

Aqui na Letra A, acreditamos que sua empresa pode ir além de clientes e ter algo muito maior: uma comunidade. Vamos bater um papo e construir isso juntos?

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Sobre o autor: Aline Barbosa

Aline Barbosa é publicitária formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e trabalha há 5 anos na construção e gestão de marcas no meio digital. Atuou como liderança no Movimento Empresa Júnior e, aqui na Letra A, é Head de Social Branding. No blog, escreve sobre branding, redes sociais e presença digital.

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