Quem nunca ouviu o ditado “quem não é visto, não é lembrado”? Ele faz sentido, mas só até certo ponto. Na prática, a questão central é outra: ser visto garante que você será lembrado da forma certa? A resposta é sim – desde que você controle a narrativa.

Mas a verdade é que muitas empresas ainda operam sob a seguinte lógica:

“Saímos na mídia, então está tudo certo!”

“Quanto mais matérias e posts, melhor”.

Então, elas acabam caindo numa armadilha comum. Porque simplesmente estar na mídia não significa, por si só, ter controle sobre o que está sendo dito sobre a marca e nem sobre como ela é percebida pela audiência.

E sem uma narrativa estabelecida, a visibilidade pode virar um problema. É o que veremos juntos a seguir!

Quem está contando a sua história?

Toda exposição constrói uma narrativa, intencionalmente ou não.

Ou seja, cada entrevista, citação e cada post publicado contribuem para formar a história que o público passa a associar à sua marca. O problema, contudo, é que, sem uma estratégia clara, essa construção acontece de forma fragmentada.

E isso, consequentemente, abre espaço para riscos como:

  • Interpretações desalinhadas;
  • Associações com temas que não fazem sentido;
  • Presença sem reforço de autoridade.

💡 Percebe? Se você não constrói sua narrativa, alguém constrói por você.

Em outras palavras, a mídia funciona como um amplificador, não como criadora de sentido. Ela potencializa a mensagem, dá alcance e projeta a marca para diferentes públicos, mas não é responsável por estruturar o que está sendo dito. 

Presença não é posicionamento 

Então já entendemos que ser visto não é o mesmo de ser percebido. Além disso, uma confusão muito comum é acreditar que a visibilidade automaticamente gera posicionamento. Mas não é bem assim.

Afinal, aparecer não é o mesmo que ser compreendido.

E esse ponto não é novo por aqui. Em um dos conteúdos do nosso #BlogDaLetraA, a nossa CEO já trouxe uma reflexão importante: o que diferencia marcas que crescem daquelas que apenas aparecem está justamente na capacidade de transformar exposição em significado

rebranding / narrativa
Isto é,  o excesso de informação tem um efeito silencioso. O público até consome, mas não lembra. E é aí que está o problema. Porque quando a comunicação não está clara, cada aparição passa a disputar atenção em um ambiente já saturado.

💡 E vale reforçar: visibilidade sem narrativa não constrói marca.

Onde as marcas erram na construção da narrativa

Na prática, esse desalinhamento acontece em decisões do dia a dia. Entre os erros mais comuns, estão:

  1. Comemorar qualquer publicação, independente do contexto

Nem toda aparição é, de fato, positiva. Até porque quando a marca celebra apenas o fato de “ter saído na mídia”, sem considerar o contexto da inserção, ela corre o risco de reforçar mensagens desalinhadas. 

  • Não avaliar o tom da matéria (positivo, neutro ou negativo)

É aqui que entra o papel estratégico do clipping. Mais do que reunir links, ele deve analisar como a marca está sendo tratada. Por outro lado, sm essa leitura, a empresa perde a capacidade de entender se ela está construindo autoridade, neutralidade ou até associações negativas.

  • Deixar porta-vozes sem preparo

Porta-vozes são, muitas vezes, a principal ponte entre a marca e a mídia. Por isso, sem o devido preparo, eles podem gerar ruídos e interpretações equivocadas. O media training, nesse sentido, não é detalhe, é a parte central da construção narrativa. 

O impacto disso é direto:

  • A narrativa se fragmenta ⛓️‍💥
  • O posicionamento enfraquece 🪫
  • A reputação fica vulnerável ⚠️

Assessoria de imprensa e narrativa além da exposição 

Vamos, então, a um ponto-chave nisso tudo: o papel da assessoria de imprensa não é apenas colocar a marca na mídia. Na verdade, ela deve atuar como uma direção estratégica da narrativa. 

– Mas o que isso significa, Letra A?

Significa, antes de tudo, dar intenção e coerência à forma como a marca se comunica. Ou seja, não se trata apenas de falar, mas de saber o que falar, como falar e em quais contextos isso faz sentido.

Em outras palavras, a assessoria deixa de ser apenas uma ponte com a imprensa e passa a ser uma ✨curadora de percepção✨.

assessoria de imprensa faz / narrativa

O impacto de uma narrativa bem construída

Quando a narrativa é trabalhada de forma estratégica, a lógica muda completamente! A marca passa a ter:

  • Clareza de posicionamento ✅
  • Consistência de mensagem ✅
  • Construção de uma reputação sólida ✅

Além disso, a mídia espontânea deixa de ser apenas visibilidade e passa a ser um canal de construção de sentido.

Assim, cada aparição não confunde, mas reforça a percepção da marca.

O jeito Letra A de construir narrativas

Se o problema está na forma como muitas marcas lidam com a exposição, a solução começa no olhar estratégico sobre a narrativa. 

Portanto, aqui na Letra A, a assessoria de imprensa não se limita à geração de mídias orgânicas. 

Atuamos como parceiras na construção de posicionamento e reputação, considerando:

  • O alinhamento entre discurso e negócio;
  • A escolha estratégica de pautas;
  • O contexto em que a marca está inserida.

Porque entendemos que não basta estar presente, é preciso fazer sentido.

💡Afinal, narrativa não é sobre o que você diz. É sobre o que fica.

Então, se você ainda mede sucesso apenas pelo volume de exposição, talvez seja hora de mudar o foco. Fale conosco e vamos construir uma estratégia de comunicação que faça a sua marca ser reconhecida, compreendida e lembrada pelo o que representa.

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Sobre o autor: Kethelly Lopes

Kethelly Lopes é estudante de Jornalismo na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e estagiária de Relações Públicas na Letra A. Atua com monitoramento estratégico de marcas, sendo responsável pelo clipping e análise de presença midiática. Apaixonada por uma comunicação clara e estratégica, busca construir conexões reais entre marcas e pessoas. Também integra a Diretoria de Comunicação da Simulação de Organizações Internacionais (SOI).

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