Um importante desafio de saúde pública, o câncer de próstata é o segundo tipo mais comum entre homens no Brasil. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a doença deve alcançar a taxa de 71.730 novos casos por ano até o final de 2025, se mantendo também como a segunda principal causa de morte por câncer nesse público. No cenário global, o alerta é ainda maior: a projeção é de que o número de casos dobre até 2040, sobretudo em países de média e baixa renda.
Neste 17 de novembro, data que deu origem ao movimento Novembro Azul e que comemora o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, o objetivo é chamar a atenção para a prevenção e o aumento da chance de cura graças ao diagnóstico precoce das doenças que atingem a população masculina.
O mestre em Saberes e Práticas de Saúde, Reynaldo Junior, explica que a doença ocorre quando as células dessa glândula, localizada abaixo da bexiga e responsável por produzir o líquido que transporta o espermatozóide (sêmen), passam a se multiplicar de forma descontrolada.
“A boa notícia é que na maioria dos casos, ele cresce lentamente. E, o mais importante, tem até 98% de chance de cura quando o diagnóstico é feito precocemente. Na fase inicial, geralmente não apresenta sintomas. É por isso que os exames de rotina são essenciais”, observa Reynaldo Junior, que também é professor do curso de Enfermagem da Estácio.
Exames de rastreamento
O profissional de saúde reforça que a detecção precoce é a melhor estratégia para aumentar as chances de cura. “O urologista pode recomendar exames de rotina. Para homens com fatores de risco, como histórico familiar da doença (pais, irmãos, tios), o ideal é iniciar os exames entre 45 e 50 anos. Já os homens sem fatores de risco devem procurar avaliação até os 60 anos, e aqueles com obesidade devem começar o acompanhamento a partir dos 45 anos”, orienta.
Segundo o professor, o diagnóstico é feito principalmente por meio do PSA (Antígeno Prostático Específico), exame de sangue que mede a concentração de uma substância produzida pela próstata e cuja elevação pode indicar alterações na glândula. Outro método essencial é o toque retal, procedimento rápido, indolor e fundamental para avaliar o tamanho, a textura e a presença de possíveis nódulos. “Não caia no preconceito. O toque retal é simples, rápido e crucial para salvar vidas, pois complementa o resultado do PSA”, finaliza.
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