Tradicionalmente associado ao consumo elevado de bebidas alcoólicas, o Carnaval de 2026 pode ter uma nova configuração no Brasil. Cada vez mais foliões têm optado por alternativas sem álcool para se refrescar nos blocos, movimento que reflete diretamente o crescimento da produção e venda desse tipo de produto no país.
De acordo com o Anuário da Cerveja, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a produção de cervejas zero álcool aumentou seis vezes sua produção de 2024, quando comparada a 2023. O levantamento também aponta um crescimento expressivo no volume da comercialização das bebidas com menor teor alcoólico, menos calorias e até atributos funcionais, acompanhando uma tendência de consumo mais consciente e equilibrado entre os brasileiros.
Para Eva Andrade, docente do curso de Nutrição da Estácio, esse novo comportamento está diretamente ligado a mudanças no estilo de vida e à busca por escolhas mais saudáveis, inclusive durante os períodos festivos. “As cervejas sem álcool, de modo geral, apresentam redução calórica significativa quando comparadas às versões tradicionais, principalmente pela ausência ou diminuição do etanol, que é um componente altamente calórico”, explica a especialista.
Segundo a nutricionista, uma cerveja convencional pode ter entre 140 e 180 calorias por lata, enquanto as versões zero costumam variar entre 60 e 90 calorias, dependendo da marca e da composição. “Apesar disso, é importante observar os rótulos, pois algumas versões podem conter maior quantidade de carboidratos ou açúcares para compensar sabor e corpo”, alerta.
Entre os benefícios das “não alcoólicas” estão também a menor sobrecarga hepática, melhor hidratação, especialmente relevante em dias de calor intenso e longas horas de festa, e a possibilidade de consumo por pessoas que precisam ou optam por evitar o álcool, como motoristas, gestantes ou indivíduos em tratamento de saúde.
O motociclista João Tito afirma ter optado pelas cervejas zero álcool há cerca de dois anos. “Adquiri o hábito desde 2024, após adquirir uma moto, tanto em virtude da lei quanto por questões de segurança durante a pilotagem. Além disso, percebi que os efeitos colaterais do álcool me atrapalhavam muito no dia seguinte às comemorações, momentos de lazer e festividades”, afirma.
Apesar de ser uma escolha estratégica, Eva Andrade alerta. “O consumo deve ser moderado, sobretudo por pessoas com restrições metabólicas, como diabéticos. É fundamental observar a composição, os níveis de açúcar e manter o equilíbrio para que a escolha realmente traga benefícios à saúde”, finaliza a docente.
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