Os professores tiveram de se reinventar devido à pandemia de Covid-19 e a suspensão das aulas presenciais com o isolamento social. Aulas remotas, reuniões virtuais, lives, produção de materiais audiovisuais, tudo isso tem mexido com a rotina dos profissionais da educação. Eles utilizam a tecnologia para tornar a aula mais dinâmica e interessante, pois é ainda mais desafiador prender a atenção dos alunos durante as aulas virtuais. Há também outras demandas: reuniões com as equipes, planejamento das atividades e o atendimento às famílias e alunos: tudo online. Com tantas mudanças, como fica a saúde mental desses profissionais?

Essas novas configurações na educação proporcionam desafios diários para os docentes. A professora Débora Leite, do curso de Psicologia da Estácio Natal, confirma que as aulas remotas exigem mais dos educadores do que as presenciais. “O novo sempre gera ansiedade e incertezas. No começo, busquei aprender sobre as ferramentas digitais, adaptar-me às aulas remotas, interagir com os alunos de outra forma, etc. A adaptação foi difícil. Mas com o tempo, fui me organizando melhor à essa nova rotina e consegui me adaptar para que tudo fluísse”, relata. 

Na Educação Básica não é diferente. Com as aulas virtuais, os educadores trocaram o quadro e o pincel por câmeras e computadores. A professora de inglês do Instituto Educacional da Casa Escola, Renata Barcellos, conta que toda sua rotina mudou. “A minha rotina profissional passou a ser na frente do computador, criando formas de tornar as aulas mais leves para os alunos neste momento tão difícil. O planejamento é diferente, pois as atividades precisam ser adaptadas à realidade virtual”, expõe.

Com todas essas mudanças e demandas, é preciso estar atento à saúde mental: é o que orienta o especialista Zacarias Ramalho, professor de Psicologia da Estácio. “Devemos buscar o autoconhecimento, avaliar nossos comportamentos, atitudes e emoções, e procurar entender nossos limites e vivências. Uma dica é utilizar esse momento de reinvenção e dar novos sentidos e caminhos para a profissão”, aconselha o professor.

Ele reforça que a educação passa por um novo momento e isso mexe com a saúde mental de professores e alunos. Por isso, inserir no dia a dia práticas que ajudam a organizar a vida equilibra o bem-estar emocional. Alguns passos podem ser seguidos para manter a mente saudável, como por exemplo, a elaboração de uma rotina: isso ajuda no desenvolvimento das atividades diárias e no alívio da ansiedade. 

É necessário ainda estabelecer horários para dormir e acordar, para alimentação e para a atividade física e de relaxamento. Isso porque, como explica o professor Zacarias, “os seres humanos não são máquinas, possuímos demandas, anseios, potencialidades e capacidades, com isso podemos nos adaptar às necessidades e nos reinventarmos, mas é preciso metas, autocontrole e uma boa saúde mental”, conclui o especialista.

Sobre o autor: admin

Os professores tiveram de se reinventar devido à pandemia de Covid-19 e a suspensão das aulas presenciais com o isolamento social. Aulas remotas, reuniões virtuais, lives, produção de materiais audiovisuais, tudo isso tem mexido com a rotina dos profissionais da educação. Eles utilizam a tecnologia para tornar a aula mais dinâmica e interessante, pois é ainda mais desafiador prender a atenção dos alunos durante as aulas virtuais. Há também outras demandas: reuniões com as equipes, planejamento das atividades e o atendimento às famílias e alunos: tudo online. Com tantas mudanças, como fica a saúde mental desses profissionais?

Essas novas configurações na educação proporcionam desafios diários para os docentes. A professora Débora Leite, do curso de Psicologia da Estácio Natal, confirma que as aulas remotas exigem mais dos educadores do que as presenciais. “O novo sempre gera ansiedade e incertezas. No começo, busquei aprender sobre as ferramentas digitais, adaptar-me às aulas remotas, interagir com os alunos de outra forma, etc. A adaptação foi difícil. Mas com o tempo, fui me organizando melhor à essa nova rotina e consegui me adaptar para que tudo fluísse”, relata. 

Na Educação Básica não é diferente. Com as aulas virtuais, os educadores trocaram o quadro e o pincel por câmeras e computadores. A professora de inglês do Instituto Educacional da Casa Escola, Renata Barcellos, conta que toda sua rotina mudou. “A minha rotina profissional passou a ser na frente do computador, criando formas de tornar as aulas mais leves para os alunos neste momento tão difícil. O planejamento é diferente, pois as atividades precisam ser adaptadas à realidade virtual”, expõe.

Com todas essas mudanças e demandas, é preciso estar atento à saúde mental: é o que orienta o especialista Zacarias Ramalho, professor de Psicologia da Estácio. “Devemos buscar o autoconhecimento, avaliar nossos comportamentos, atitudes e emoções, e procurar entender nossos limites e vivências. Uma dica é utilizar esse momento de reinvenção e dar novos sentidos e caminhos para a profissão”, aconselha o professor.

Ele reforça que a educação passa por um novo momento e isso mexe com a saúde mental de professores e alunos. Por isso, inserir no dia a dia práticas que ajudam a organizar a vida equilibra o bem-estar emocional. Alguns passos podem ser seguidos para manter a mente saudável, como por exemplo, a elaboração de uma rotina: isso ajuda no desenvolvimento das atividades diárias e no alívio da ansiedade. 

É necessário ainda estabelecer horários para dormir e acordar, para alimentação e para a atividade física e de relaxamento. Isso porque, como explica o professor Zacarias, “os seres humanos não são máquinas, possuímos demandas, anseios, potencialidades e capacidades, com isso podemos nos adaptar às necessidades e nos reinventarmos, mas é preciso metas, autocontrole e uma boa saúde mental”, conclui o especialista.

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