Nesta sexta-feira (10), o Dia Nacional da Pizza celebra um dos alimentos mais presentes na mesa dos brasileiros: de acordo com a Abrasel, o Brasil vendeu cerca de 204 milhões de unidades por mês em 2025, e ocupa a segunda posição no ranking mundial de consumo com quase uma pizza para cada habitante. Entretanto, a depender do sabor da iguaria, a pizza pode ser bastante calórica, mas profissionais da Nutrição explicam como incluir algumas fatias na alimentação do dia a dia.
Um levantamento da empresa VR mostra que a marguerita é o sabor preferido da população, com 20% dos pedidos, seguida por calabresa (17,3%) e quatro queijos (12%). Segundo o nutricionista Rodrigo Rüegg, o prato italiano pode fazer parte de uma alimentação saudável, desde que a preparação e os ingredientes sejam observados. “A pizza só se torna um problema se virar a base da alimentação ou for consumida em excesso de forma mecânica”, explica.
Nesse sentido, o ideal é optar por preparações com proteínas magras, como frango desfiado, atum ou sardinha, além de vegetais e cogumelos, como abobrinha, berinjela e tomate-cereja, que fornecem vitaminas, minerais e fibras. “Os queijos também devem ser escolhidos com moderação, dando preferência a opções mais leves, como a ricota, ou a uma quantidade moderada de mussarela, evitando bordas recheadas com catupiry, requeijão ou cheddar”, complementa o profissional que também é docente de Nutrição da Estácio.
Ele também recomenda escolher massas feitas com farinha integral, de fermentação natural ou com grãos e sementes, que oferecem mais fibras e aumentam a saciedade. No caso do molho de tomate, rico em licopeno, antioxidante que contribui para a saúde cardiovascular e ajuda a reduzir o risco de doenças crônicas, a preferência deve ser por preparações caseiras ou artesanais.
Já sobre a frequência ideal de consumo, Rodrigo explica que depende da dieta de cada pessoa. “Para quem mantém uma alimentação equilibrada e pratica exercícios ao longo da semana, consumir pizza uma vez por semana ou a cada quinze dias não trará prejuízos à saúde”, afirma.
Outro ponto é não compensar o consumo de pizza com restrição alimentar no dia seguinte. “Esse é um comportamento que pode gerar uma relação tóxica com a comida. Restrições severas podem provocar frustração e aumentar a chance de um novo episódio de compulsão. A melhor estratégia é simplesmente voltar à rotina normal de alimentação e hidratação”, aconselha o profissional.
O principal conselho do nutricionista é transformar o consumo do alimento em um momento de pausa e prazer, sem culpa. “A alimentação vai muito além dos nutrientes; ela envolve cultura, prazer e socialização. Coma a pizza de que você gosta e faça isso de forma consciente. Assim, a sensação de satisfação será maior”, finaliza.
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