A prática de transformar cinzas humanas em diamantes, conhecida como diamante memorial, e outros minerais vem ganhando visibilidade no Brasil após casos recentes envolvendo personalidades conhecidas. Em julho, parte das cinzas da cantora Preta Gil, que morreu aos 50 anos, foi destinada ao processo, enquanto o restante será guardado em um columbário. Em 2022, a ex-esposa do apresentador Jô Soares também optou pela transformação parcial das cinzas em diamante como forma de homenagem.
Conhecida como diamante memorial, a técnica consiste em extrair o carbono presente nas cinzas cremadas e recriá-lo em laboratório, simulando as condições naturais de pressão e temperatura que formam os diamantes. O custo, assim como o tamanho da pedra, pode variar: pode começar na faixa de R$ 4 mil e ultrapassar os R$ 250 mil, de acordo com cor, corte, quilatagem e personalização.
“O processo de produção é de até três meses, variando de acordo com o tamanho da pedra escolhida. A partir da confecção e lapidação, a peça passa por certificação de qualidade e autenticidade, o que a caracteriza oficialmente como um diamante. Com a peça entregue, o cliente pode contatar um joalheiro de confiança para elaborar uma joia da maneira que honrar melhor a sua lembrança e sentimento”, explica Bruno Gondim, gestor de Marketing da Empresa Vila, pioneira na transformação de cinzas em joias no Rio Grande do Norte.

Para ele, casos recentes que ganharam visibilidade pública, como o de Preta Gil, impactam diretamente na percepção da população sobre o procedimento. “Sempre que nomes conhecidos optam por esse tipo de homenagem, percebemos reflexos em conversas e buscas locais. As pessoas passam a ver como algo mais acessível e não restrito a outros países ou a uma elite cultural”, destaca.
Mercado potiguar adota prática como um símbolo de homenagem
No Rio Grande do Norte, a Empresa Vila é protagonista na introdução do diamante memorial. Segundo Bruno, o ponto de partida foi a busca por inovação em rituais de memória e despedida. “Observamos uma tendência internacional no uso das cinzas transformadas em diamantes como forma de homenagem eterna e personalizada. Como empresa que sempre investiu em modernização do setor funerário no RN, entendemos que trazer essa possibilidade para o público potiguar seria um passo natural para ampliar o leque de escolhas das famílias”, afirma.
Entre os próximos passos, a empresa planeja expandir a popularização do diamante memorial no estado por meio de campanhas educativas, parcerias com joalheiros e designers locais e pacotes personalizados que integrem a joia a cerimônias tradicionais.
De acordo com o gestor, o impacto vai além da joalheria. “Enxergamos como uma forma de transformar a dor da ausência em um símbolo de presença eterna. O diamante é um memorial único, que pode ser carregado consigo, transmitido por gerações e que ajuda a ressignificar o luto. Ele representa, ao mesmo tempo, a permanência e a preciosidade do vínculo com quem partiu”, finaliza Bruno.
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