Há quem diga, e não é de hoje, que o trabalho de assessoria de comunicação não é jornalismo. A execução das duas atividades, no entanto, é exatamente a mesma: assessores de comunicação apuram informações, fazem entrevistas, realizam pesquisas, escrevem notas, reportagens e releases – seguindo as técnicas da redação jornalística. Os colegas de redação, por sua vez, desenvolvem o mesmo trabalho: apuram, entrevistam, escrevem, publicam.

O próprio Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, que normatiza o funcionamento da profissão, trata indistintamente jornalistas que atuam em veículos de comunicação e jornalistas que atuam em assessorias de comunicação.

O conflito, que domina tanto o ambiente acadêmico quanto o mercado, estaria no tratamento que cada um desses jornalistas dá ao valor-chave para o ofício do profissional de comunicação: a verdade. O jornalismo produzido nas redações de veículos teria compromisso com uma “verdade” diferente da “verdade” produzida pelas assessorias de comunicação.

Ainda nos bancos das faculdades, os aspirantes ao ofício de jornalista aprendem desde cedo que a credibilidade é a única moeda verdadeira que possuem. Esse aprendizado – o compromisso com a verdade – é o que devem levar para onde forem: redações de rádio e TV, impressos, online ou assessorias de comunicação.

Porém, para alguns teóricos e colegas de trabalho, a “verdade” da forma com é trabalhada em assessoria de comunicação, assim como na publicidade, teria um caráter “instrumental” – atenderia aos interesses do cliente. Diferente da “verdade” do jornalismo de veículos de comunicação, que teria um valor “absoluto” – cumpriria o papel de informar à população.

Em seu ofício diário, é obrigação do jornalista da redação ser meticuloso na verificação dos fatos e na utilização de fontes dignas de confiança, para garantir que sua reportagem transmita informações verídicas e conquiste a credibilidade do leitor/expectador. Da mesma forma, o jornalista que atua em assessoria de comunicação deve conduzir o seu trabalho visando transmitir informações verdadeiras e comprometidas com a ética jornalística.

Portanto, em suas essências, não há diferença entre esses papéis. O trabalho do assessor de comunicação é também o de informar à população. No nosso dia a dia buscamos por fatos, dentro das nossas estratégias de comunicação, que levem informações aos leitores/expectadores/internautas.

Portanto, tanto lá quanto cá, fazemos o mesmo: jornalismo. Me refiro, claro, aos colegas comprometidos com o ofício, que têm a ética como parâmetro, que procuram ouvir os dois lados (ou mais) da notícia. Desta forma, se repórteres, editores e assessores de comunicação constroem com responsabilidade a informação, logo, estamos do mesmo lado.

Sobre o autor: Ângela Bezerra

Diretora da Letra A Comunicação, Ângela Bezerra é jornalista formada pela UFRN com MBA em Marketing Estratégico e é mestra em Antropologia pela UFRN. Trabalhou como repórter na Inter TV Cabugi (afiliada da Rede Globo) por 10 anos e lecionou como professora convidada na pós-graduação em Assessoria de Imprensa da Estácio. Atua há mais de 20 anos com assessoria de comunicação.

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Há quem diga, e não é de hoje, que o trabalho de assessoria de comunicação não é jornalismo. A execução das duas atividades, no entanto, é exatamente a mesma: assessores de comunicação apuram informações, fazem entrevistas, realizam pesquisas, escrevem notas, reportagens e releases – seguindo as técnicas da redação jornalística. Os colegas de redação, por sua vez, desenvolvem o mesmo trabalho: apuram, entrevistam, escrevem, publicam.

O próprio Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, que normatiza o funcionamento da profissão, trata indistintamente jornalistas que atuam em veículos de comunicação e jornalistas que atuam em assessorias de comunicação.

O conflito, que domina tanto o ambiente acadêmico quanto o mercado, estaria no tratamento que cada um desses jornalistas dá ao valor-chave para o ofício do profissional de comunicação: a verdade. O jornalismo produzido nas redações de veículos teria compromisso com uma “verdade” diferente da “verdade” produzida pelas assessorias de comunicação.

Ainda nos bancos das faculdades, os aspirantes ao ofício de jornalista aprendem desde cedo que a credibilidade é a única moeda verdadeira que possuem. Esse aprendizado – o compromisso com a verdade – é o que devem levar para onde forem: redações de rádio e TV, impressos, online ou assessorias de comunicação.

Porém, para alguns teóricos e colegas de trabalho, a “verdade” da forma com é trabalhada em assessoria de comunicação, assim como na publicidade, teria um caráter “instrumental” – atenderia aos interesses do cliente. Diferente da “verdade” do jornalismo de veículos de comunicação, que teria um valor “absoluto” – cumpriria o papel de informar à população.

Em seu ofício diário, é obrigação do jornalista da redação ser meticuloso na verificação dos fatos e na utilização de fontes dignas de confiança, para garantir que sua reportagem transmita informações verídicas e conquiste a credibilidade do leitor/expectador. Da mesma forma, o jornalista que atua em assessoria de comunicação deve conduzir o seu trabalho visando transmitir informações verdadeiras e comprometidas com a ética jornalística.

Portanto, em suas essências, não há diferença entre esses papéis. O trabalho do assessor de comunicação é também o de informar à população. No nosso dia a dia buscamos por fatos, dentro das nossas estratégias de comunicação, que levem informações aos leitores/expectadores/internautas.

Portanto, tanto lá quanto cá, fazemos o mesmo: jornalismo. Me refiro, claro, aos colegas comprometidos com o ofício, que têm a ética como parâmetro, que procuram ouvir os dois lados (ou mais) da notícia. Desta forma, se repórteres, editores e assessores de comunicação constroem com responsabilidade a informação, logo, estamos do mesmo lado.

Sobre o autor: Ângela Bezerra

Diretora da Letra A Comunicação, Ângela Bezerra é jornalista formada pela UFRN com MBA em Marketing Estratégico e é mestra em Antropologia pela UFRN. Trabalhou como repórter na Inter TV Cabugi (afiliada da Rede Globo) por 10 anos e lecionou como professora convidada na pós-graduação em Assessoria de Imprensa da Estácio. Atua há mais de 20 anos com assessoria de comunicação.

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