A perda de um animal de estimação pode gerar impactos emocionais profundos e duradouros, comparáveis ao luto vivido após a morte de familiares e amigos próximos. É o que revela uma pesquisa publicada na revista acadêmica PLOS One, que analisou dados de 975 adultos no Reino Unido. O estudo identificou que 7,5% das pessoas que perderam um pet preencheram os critérios diagnósticos para o Transtorno de Luto Prolongado (TLP), proporção semelhante à observada entre indivíduos que passaram pela perda de alguém próximo.
Os números se aproximam, inclusive, das taxas registradas em lutos reconhecidos como mais significativos do ponto de vista social. Segundo a pesquisa, o TLP foi identificado em 8,3% das pessoas que perderam avós, 8,9% entre irmãos e 9,1% entre cônjuges. Os dados reforçam que o vínculo afetivo com animais de estimação pode ser tão intenso quanto com membros da família.
Para a psicóloga especialista em luto da Empresa Vila, Anna Cláudia Abdon, o desenvolvimento do TLP após a morte de um animal de estimação é uma reação possível e legítima. “Quando há vínculo, rotina compartilhada e afeto, a perda gera um rompimento profundo. É perfeitamente comum que tutores enlutados apresentem sintomas intensos e persistentes de tristeza, especialmente quando esse sofrimento não é validado socialmente”, explica.
A especialista ressalta que a desvalorização desse tipo de dor pode agravar o quadro emocional. “Muitas pessoas escutam frases como ‘era só um bichinho’, o que dificulta a elaboração do quadro. Reconhecer a importância desse vínculo é essencial para a saúde mental”, ressalta.
Alta na demanda por serviços voltados ao luto pet
No Brasil, o avanço consistente do mercado pet acompanha essa percepção, segundo a Associação Brasileira das Empresas do Setor de Animais de Estimação (ABEMPET), em 2024, o setor faturou R$ 75,4 bilhões. Mais do que crescimento econômico, os números refletem o aumento do cuidado, do tempo dedicado e da centralidade emocional que eles ocupam na vida das pessoas, o que ajuda a explicar a intensidade do sofrimento emocional vivenciado diante da perda.
Esse cenário também se reflete na busca por espaços e rituais que validem essa dor. Cada vez mais tutores têm procurado formas respeitosas e personalizadas para as despedidas, movimento que impulsiona a consolidação de serviços especializados, como o Vila Pet, iniciativa da Empresa Vila.
Referência no Rio Grande do Norte, o Vila Pet oferece estrutura e atendimento humanizado para apoiar famílias nesse momento delicado. “Hoje, os animais de estimação ocupam um lugar afetivo central nas famílias, e isso precisa ser respeitado também no momento da despedida. O Vila Pet nasceu para acolher essa dor com dignidade, oferecendo um espaço onde o luto é legitimado e a história construída entre tutores e seus pets pode ser honrada com respeito”, esclarece Bruno Gondim, gestor de marketing da Empresa Vila.
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