Embora seja um serviço essencial, o setor funerário ainda carrega estigmas e tabus que contribuem para o desconhecimento da população sobre os processos, protocolos e responsabilidades envolvidos nessa atividade. Esse cenário contrasta com a realidade do mercado, que vive um movimento contínuo de profissionalização e expansão e já movimenta mais de R$ 13 bilhões por ano no Brasil, conforme levantamento da Zurik Advisors para o SINCEP (Sindicato dos Cemitérios e Crematórios Particulares do Brasil).
O levantamento também aponta que o país reúne cerca de 14 mil empresas atuantes no segmento, número que cresce impulsionado pela modernização das operações e pela ampliação dos serviços de assistência. Mesmo diante desse cenário de fortalecimento, crenças limitadas relacionadas ao funcionamento do setor ainda persistem.
Para Renato Campos, gerente executivo de operações da Empresa Vila, uma referência nacional na área, o mito mais recorrente é o de que o trabalho funerário seria frio ou distante. “Lidamos diariamente com famílias em situações de grande fragilidade emocional, não existe frieza, o que há é sensibilidade aliada ao profissionalismo”, afirma.
Outra percepção errônea envolve os processos técnicos que estruturam os serviços funerários. Segundo Renato, o mercado obedece protocolos rigorosos e normas sanitárias e legais, que orientam desde a preparação e documentação até o traslado do corpo da pessoa falecida, passando pela conservação e a organização das cerimônias. “A complexidade técnica é muito maior do que se imagina. Cada etapa é executada de forma minuciosa para garantir dignidade e segurança, e isso se intensificou ainda mais com a modernização do mercado”, explica o gestor.
Renato reforça que nenhum atendimento é igual ao outro, e que cada família demanda um cuidado específico. “Existe uma especialização que poucas pessoas conhecem, e é justamente essa preparação que permite que a despedida ocorra com tranquilidade e respeito”, acrescenta.
Entre os mitos mais difundidos está a ideia de falta de transparência no setor. Embora o segmento seja amplamente regulamentado em níveis municipal, estadual e federal, o desconhecimento sobre essas normas ainda alimenta percepções distorcidas.
Renato destaca que esclarecer cada etapa é parte essencial do acolhimento e lembra que as famílias têm o direito de perguntar, solicitar informações e compreender todos os procedimentos envolvidos. “A transparência fortalece a confiança, temos a preocupação de explicar cada etapa sempre que necessário, para que as famílias se sintam seguras e respeitadas”, finaliza.
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